segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cloud Computing

A computação em nuvem é sem duvida uma das maiores revoluções de toda a história da computação e da web. Ela consiste no compartilhamento de ferramentas computacionais pela interligação dos sistemas atravez da maior hipermídia do mundo, a Internet. Mas a inovadora idéia da grande “nuvem computacional” ou em inglês “cloud computing”, é um método que veio surgindo e evoluindo aos poucos, por mais de vinte anos.

Tudo começou na década de 80, quando o cientista Tim Berners-Lee, construiu na Suíça o ”ENQUIRE”, um projeto de sistemas e redes, cujo intento original foi de tornar mais fácil o compartilhamento de documentos e informação entre os colegas da faculdade.

Em março de 1989, Tim Berners-Lee escreveu uma proposta de gerenciamento de informação, que referenciava o ”ENQUIRE” e descrevia um sistema de informação mais elaborado. Foi no final de 1990, com a ajuda de Robert Cailliau, que ele publicou uma proposta mais formal para a World Wide Web ou “Rede de alcance mundial”. Foi nesta fase que o projeto tornou-se o que conhemos hoje como Internet, pois antes deste ano ele apenas apresentava algumas idéias primordiais da web atual, como por exemplo, de web semântica.

O computador NeXTcube foi usado por Berners-Lee como o prumeiro servidor web da história da humanidade e também foi usado para a criação do primeiro navegador ou “browser” do mundo, o “WordWideWeb”. No final de 1990, Tim já havia construído todas as ferramentas necessárias para o sistema, o navegador, o servidor e as primeiras páginas web, que descreviam o próprio projeto. Foi somente em 6 de agosto de 1991, que ele postou o resumo em um grupo de notícias, o revolucionário dia em que concequentimente, a Web tornou-se um serviço publicado na Internet.

Mais de 20 anos depois do surgimento da internet, mais de um bilhão de pessoas tornaram-se usuarios constantes da web. Em todos os computadores populares e celulares portateis é primordial uma conexão com este universo paralelo que a web se tornou hoje, um oceano composto de trilhões de páginas de compartilhamento de informações de todos os gêneros. O que éra um pequeno projeto de faculdade, torna-se o maior meio de comunicação do mundo. Como se não bastasse, o mesmo projeto evoluiu para o maior computador do mundo, o que hoje é chamado de “cloud computing”. Banindo a necessidade do “hardware” ou seja, do computador físico.

O “cloud computing” é atualmente dividido em tres partes:

§ SaaS (Software as a Service - Software como serviço) - Onde utiliza-se de um software de utilização através da web (ex: Google docs e em breve o Office da Microsoft).

§ laaS (Infrastructure as a Service - Infra-estrutura como serviço) - Onde utiliza-se de uma porcentagem de um servidor, geralmente com configuração que adeque a sua necessidade.

§ PaaS (Plataform as a Service - Plataforma como serviço) - Onde utiliza-se apenas uma plataforma como um banco de dados, um web-service, etc.

Uma arquitetura em nuvem é muito mais que apenas um conjunto massivo de computadores. Ela deve dispor de uma infra-estrutura para gerenciamento, que inclua funções como provisionamento de recursos computacionais, equilíbrio dinâmico do workload e monitoração do desempenho.

Mas este é só o começo, a “Nuvem Informativa” é a “nova fronteira da era digital”. Empresas como Google, Apple, Microsoft e IBM estam iniciando grandes ofensivas, e esta tecnologia esta aos poucos deixando de ser utilizada em laboratórios e passando a ingressar no universo corporativo e em breve, em computadores domésticos.

Dentro desse contexto, o computador será apenas um “chip” ligado à internet, a "grande nuvem" de computadores. Não haverá necessidade de instalação de programas, serviços e armazenamento de dados, mas apenas os dispositivos de entrada (teclado, mouse, etc.) e saída (monitor, impressora, etc) para os usuários.

Essa é uma tendência que vem crescendo cada vez mais, e passa a ganhar espaço no mundo tecnológico.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Brasil supera a crise econômica

O Ministro da fazenda atribuiu a elevação do rating da dívida do governo do Brasil para grau de investimento pela agência Moody's à "capacidade que o país demonstrou de superar a crise econômica".

O Brasil foi o primeiro país a ter sua classificação elevada pela agência de classificação de risco desde o início da crise. A categoria de grau de investimento determina se um país oferece ou não risco de pagar seus títulos. Quanto mais elevada a classificação, maior a propensão em atrair títulos.

"Eles estão dando esse grau de investimento em função da capacidade que o Brasil demonstrou de superar essa crise, da solidez econômica demonstrada e a rapidez com que nos superamos os problemas que surgiram com a crise", afirmou Mantega.

Segundo o ministro o Brasil teve uma reação mais forte e mais rápida do que outros países que já têm o grau de investimento, como o México.

Crescimento A Moody's foi a terceira agência a conceder a classificação ao Brasil. A Fitch Ratings e a Standard & Poor's já haviam elevado o Brasil grau de investimento no ano passado.

A nota da dívida do Brasil para moeda local e estrangeira foi elevada da categoria Ba1 para Baa3 - considerado o patamar inicial para créditos com grau de investimento.

"Agora nós temos as três maiores empresas de risco do mundo dizendo que o Brasil é um país confiável, um país seguro e poderá receber mais investimento de fundos de pensão e outros investidores", disse o ministro.

O ministro afirmou que a decisão da Moody's reflete a opinião da agência de que o Brasil "voltou a crescer e pode sustentar esse crescimento nos próximos anos". "Há uma confiança do mercado, uma confiança dos investidores, dos países e das empresas de rating de que o Brasil pode dar continuidade a esse crescimento", afirmou.

Brasil ganha 4o "upgrade" em credibilidade no mercado mundial

A agência de classificação de risco Moody's anunciou nesta terça-feira que passou a considerar a dívida do governo brasileiro em moeda estrangeira como grau de investimento, com perspectiva positiva.

Isso significa que os papéis do Brasil são confiáveis para investir. Segundo os profissionais de mercados, muitos investidores já estavam antecipando o "upgrade" do Brasil para grau de investimento pela Moody's.

A Moody's elevou de "Ba1" para "Baa3" o "rating" (a nota dada aos papéis) atribuído à dívida soberana do Brasil. A nova classificação é o degrau mais baixo da faixa considerada grau de investimento.

"A elevação reflete o reconhecimento pela Moody's de que a capacidade de absorção de choques, incluindo a capacidade de resposta das autoridades, aponta para uma melhora significativa do perfil de crédito soberano do Brasil", segundo a Moody's.

Esta é a quarta agência a alçar o país ao grupo dos países considerados confiáveis para investir. Entre abril e maio de 2008, o país recebeu de três fontes diferentes o tão sonhado grau de investimento.

"Isso pode ajudar a equilibrar as contas públicas. De uma forma geral, essa avaliação da Moody's é positiva, apesar de a agência já ter antecipado uma perspectiva positiva para o rating brasileiro", continua Madeira. "No que se refere ao dólar, o grau de investimento vem reforçar mais ainda os bons fundamentos do país, o que deve ajudar a manter o real em alta."